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Mulher e Escrava. Uma introdução histórica ao estudo da mulher negra no Brasil
GIACOMINI, Sonia Maria. Curitiba: Editora Appris, 2013.

Este livro aborda um tema que raramente aparece na Literatura sobre escravidão no Brasil, e o faz com muita segurança, introduzindo no livro valiosa menção de fontes primárias e secundárias, interessante iconografia bem como informações bibliográficas valiosas. Um livro indispensável aos leitores brasileiros em geral, dado que o Brasil foi o país de maior escravaria nos tempos modernos, particularmente no continente americano. As escravas afro-brasileiras, em proporção significativa, labutavam no eito, junto com os escravos masculinos Ocupavam-se do plantio e colheita da cana-de-açúcar, do café e de outros gêneros alimentícios, cuidavam do gado bovino junto com os homens escravos, em suma, tinham participação significativa nas tarefas básicas das fazendas escravistas. Todavia, o mais específico, muito bem ressaltado pela obra de Sonia Maria Giacomini, consistiu na participação das mulheres escravas nas tarefas domésticas da casa senhorial. Aí, as mulheres escravas eram incumbidas dos trabalhos de limpeza da casa, eram arrumadeiras, lavadeiras, cozinheiras, copeiras, controladoras do fornecimento de gêneros alimentícios, enfim, carregavam o peso de todos os serviços domésticos. A presença de grande número de mulheres escravas no íntimo da casa senhorial não podia deixar de apresentar fenômenos peculiares. As escravas fisicamente bem-dotadas atraíam o interesse sexual dos homens livres da casa, particularmente dos patrões e dos seus filhos. Estes se aproveitavam da situação socialmente superior para fazer dessas escravas objeto do desejo sexual, obrigando-as, com violência, a ceder seu sexo ao apetite dos homens livres, donos da casa e prepostos.

Viver na pobreza: experiência e representações de moradores de uma favela carioca
TELLES, Sarah Silva. Saarbrücken / Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2016.

Este livro é o resultado de uma pesquisa de campo em uma ocupação dentro de uma grande favela na cidade do Rio de Janeiro. A preocupação foi a de compreender as diferentes situações de vida experimentadas por meus entrevistados, bem como identificar suas representações sobre: a migração, as formas de obtenção de renda, a mobilidade social; as redes de parentesco e de vizinhança; a rede de oportunidades - sobretudo para a obtenção de um lote para a construção de um barraco - e os constrangimentos decorrentes da presença da então "milícia".

Áfricas: histórias, identidades e narrativas
MATTOS, Regiane Augusto de. Curitiba: Prismas, 2016.

O livro é resultado da interlocução, do intercâmbio de conhecimento e de trocas de experiências entre representantes do corpo docente e discente da PUC-Rio e pesquisadores renomados de outras instituições nacionais e internacionais africanas. Ao promover a divulgação do conhecimento a respeito do continente africano, este livro tem como objetivo incentivar a produção de novas pesquisas acadêmicas nas mais diferentes temáticas. O esforço de interlocução e divulgação do conhecimento ocorre num momento importante, lembrando os mais de dez anos da Lei n.10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História da África e da Cultura Afro-brasileira nas escolas e universidades do Brasil. É preciso ressaltar o importante passo que foi dado para a valorização e o reconhecimento de uma das matrizes da cultura brasileira, que é a africana, por meio do ensino da história das populações africanas e afro-brasileiras. Entretanto, ainda faz-se necessário fomentar pesquisas acadêmicas que resultem em subsídios para a produção em maior número e de boa qualidade de materiais para serem utilizados em sala de aula e que contribuam para o trabalho dos professores, sobretudo, no ensino de História da África. Dessa maneira, o livro poderá interessar aos pesquisadores de diversas áreas voltados para os Estudos Africanos, aos professores dos ensinos Universitário, Médio e Fundamental, aos profissionais em geral e estudantes em formação universitária.

Encontros com Moçambique
MATTOS, Regiane Augusto de; PEREIRA, Matheus Serva; GOMES, Carolina (Org.). RIO DE JANEIRO: Editora PUC-Rio, 2016.

Fruto da organização do seminário II Semana da África: Encontros com Moçambique, realizado na PUC-Rio em 2016. Mesmo com percursos diferentes entre si, os três historiadores que organizaram a obra – Carolina Maíra Gomes Morais, Matheus Serva Pereira e Regiane Augusto de Mattos – dividiam a mesma paixão: o objetivo de discutir e divulgar pesquisas desenvolvidas no Brasil a respeito de Moçambique. O livro é dividido em três partes. A primeira parte diz respeito aos deslocamentos, conexões históricas e conflitos moçambicanos. A segunda abarca a utilização de múltiplas narrativas possíveis para os estudos da história do país. E a terceira se reserva às temáticas contemporâneas que envolvem as ações de cooperação internacional em Moçambique e novas epistemologias para os estudos de gênero.

As dimensões da resistência em Angoche. Da expansão política do sultanato à política colonialista portuguesa no norte de Moçambique (1842-1910).
MATTOS, Regiane Augusto de. São Paulo: Alameda, 2015.

A presente tese tem por objetivo examinar a formação da coligação de resistência organizada, no final do século XIX, por chefes de Angoche, Sangage, Sancul e Quitangonha, dos grupos macua-imbamela e namarrais, às interferências da política colonialista portuguesa no norte de Moçambique. Esses chefes efetuaram vários ataques aos postos administrativos e militares portugueses, postergando a ocupação efetiva daquele território até 1910. O principal objetivo da coligação era a preservação da autonomia política, ameaçada pelas iniciativas de ocupação territorial e pela instituição de mecanismos coloniais, como o controle do comércio e da produção de gêneros agrícolas, a cobrança de impostos e o trabalho compulsório. Os participantes da coligação estavam inseridos num complexo de interconexões gerado pelas múltiplas relações estabelecidas por meio dos espaços políticos, culturais, religiosos e de trocas comerciais, que envolviam não apenas as sociedades islâmicas da costa, as do interior e as do mundo suaíli, como o sultanato de Zanzibar, as ilhas Comores e Madagascar, mas também indianos, portugueses, ingleses e franceses. Essas relações eram definidas pelo parentesco, pela doação de terra, pela religião islâmica e pelos contatos comerciais. Essas conexões facilitaram a formação da coligação de resistência no final do século XIX.

História social da língua nacional 2: diáspora africana
LIMA, Ivana Stolze; Carmo, Laura do (Org.). Rio de Janeiro: Nau/Faperj, 2014.

Este livro discute as questões da diáspora africana relacionadas ao processo histórico-social da formação da língua nacional no Brasil, enfatizando a contribuição do léxico africano ao português corrente e a persistência de línguas africanas pelo uso ritual e como língua secreta em comunidades de descendentes de escravos.

História da África Contemporânea
PARADA, Mauricio; MEIHY, Murilo; MATTOS, Pablo.Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

Impossível conhecer profundamente o cenário atual africano sem analisar os efeitos da presença colonizadora até o século XIX. A África do século XXI é o resultado deste cenário - ainda com epidemias, fome, genocídios etc -, mas com algumas boas perspectivas. Há algumas décadas, uma vigorosa historiografia africana escrita por senegaleses, nigerianos, angolanos, egípcios e também ingleses, americanos e franceses, procura desfazer a “vitimização” associada ao colonialismo europeu imposto ao continente. A leitura de História da África contemporânea é uma oportunidade de conhecer novas possibilidades para o mundo de um rico continente ainda cheio de desafios.

Ação afirmativa na PUC-Rio: A inserção de alunos pobres e negros.
CLAPP, Andreia. Rio de Janeiro: Editora PUC Rio, 2011.

A PUC-Rio vem implementando uma política de ação afirmativa desde 1994, com o objetivo de favorecer o acesso de camadas populares da sociedade aos cursos de graduação, prioritariamente estudantes oriundos do Pré-Vestibular para Negros e Carentes. Este estudo, tendo como base a pesquisa de campo realizada nos anos de 2006 e 2007, procura compreender, especificamente, dois aspectos: a gênese do programa afirmativo e o impacto desse programa na vida dos alunos beneficiados. Como resultado deste trabalho, é possível observar que a política afirmativa atingiu não só os alunos, suas famílias e comunidades, mas também vem contribuindo para a consolidação de um espaço universitário mais diverso, pois, com o nascimento do programa, ocorreu tanto a formação de uma nova composição do alunado como, também, o acesso ao Ensino Superior de alunos provenientes de classes populares, tornado, assim, o campus mais diversificado e mais democrático.

A economia solidária em territórios populares: uma pesquisa exploratória sobre o tecido socioprodutivo em quatro comunidades da cidade do Rio de Janeiro
NUNES, Nilza Rogéria A.; AVELAR, C. A. ; FERREIRA, V. S. ; TYGEL, A. ; MIRANDA, C. ; ORIENTE, A. ; MELLO, R.; BONATTO, Daniella ; THIOLLENT, M. ; LIANZA, S. ; VIEIRA, A. O. RIO DE JANEIRO: Núcleo de Solidariedade Técnica da UFRJ / Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário, 2012.

Esta publicação é um produto do projeto Rio Economia Solidária (RIO ECOSOL), fruto de convênio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro com a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes). Este convênio está inserido nas ações promovidas pelo Ministério da Justiça, através do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), em comunidades reconhecidas como territórios da paz. Cabe ressaltar que este trabalho vem se somar às poucas experiências de pesquisa-ação  em favelas ou territórios populares, o que significa dizer que, com a sistematização da metodologia utilizada, esperamos contribuir para o avanço no campo teórico da pesquisa-ação sobre economia solidária em favelas e possibilitar mais ações e políticas públicas nesse sentido.

Outras mulheres. Mulheres negras brasileiras ao final da primeira década do século XXI
FONSECA, Denise Pini R.; LIMA, T. M. O. (Org.). Rio de Janeiro: Editora da PUC-Rio, 2012.

São apresentadas ao leitor seis mulheres negras que, apesar de distintos matizes de pele e origem socioeconômica, se assemelham pela aquisição de suas próprias consciências. Trata-se de um processo reflexivo: são mulheres que conheceram o que significa, em termos de relação de poder, ser mulher, ser indivíduo da população negra e ser mulher negra na sociedade brasileira. O livro traz estudos sobre o papel da mulher negra e sua situação na sociedade brasileira, como ela é e quais são suas lutas e conquistas políticas e sociais ao longo da história do Brasil. Pretende-se mostrar as várias posições ocupadas pelas mulheres negras tanto na esfera sociopolítica como no mercado de trabalho, e ainda no contexto econômico e familiar. Os estudos apresentados foram desenvolvidos ao longo de uma década de pesquisas.

As forças do jarê, religião de matriz africana da Chapada Diamantina
BANAGGIA, Gabriel. Rio de Janeiro: Garamond, 2015.

Uma etnografia que alia rigor e vigor na análise de uma religião de matriz africana na Chapada Diamantina. Segundo Eduardo Viveiros de Castro, trata-se de “uma contribuição preciosa à antropologia da religião, em particular uma abordagem inovadora do clássico problema da crença”. Para Márcio Goldman, “este livro representa  (...) uma contribuição inovadora e brilhante ao campo dos chamados estudos afro-brasileiros.”

Coleção estudos afirmativos, 2 : Ação afirmativa, reserva de vagas e cotas
MACHADO, Elielma Ayes. Rio de Janeiro: FLACSO, GEA; UERJ, LPP, 2013.

Relata a dinâmica da adoção das cotas na UERJ, oferecendo ao leitor uma visão das tensões e soluções que envolveram essa iniciativa, até então inédita na universidade pública brasileira. Integram o volume a legislação, que sucessivamente orientou os processos seletivos, e a Carta do Rio, documento aprovado pelos participantes do Seminário “Dez Anos de Cotas na UERJ”, realizado em novembro de 2012.

Áfricas: política, sociedade e cultura
NASCIMENTO, Washington Santos; FONSECA, M. B.; FONSECA, D. F.; MORENO, H. W. (Org.). Rio de Janeiro: Edições Áfricas, 2016.

Esse livro surge de pesquisadores que participaram do Simpósio Temático sobre a História da África na X Semana de História Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2015. Essa obra de seus pós graduandos, fala constantemente das alteridades africanas, que questionaram a nossa ocidentalidade, o nosso eurocentrismo e a nossa colonialidade. Todavia, é Angola, da qual fomos de fato, durante certo tempo, a real metrópole, que dominará a maior parte das nossas narrações deste volume.

Presença do Axé: mapeando terreiros no Rio de Janeiro
FONSECA, Denise Pini Rosalem da; GIACOMINI, Sônia Maria. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2013.

O livro visa esclarecer as práticas sociais e políticas dos terreiros, no sentido de promover o reconhecimento do trabalho social que realizam e o fortalecimento das identidades religiosas de matrizes africanas no Rio de Janeiro, como maneira de enfrentar os processos de perseguição e silenciamento destas tradições. A pesquisa, baseada em visitas individuais a cada um dos terreiros mapeados, resultou na produção de mapas da discriminação religiosa, identificando em quais espaços e locais se verificam as diferentes modalidades de ações discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas no Estado do Rio de Janeiro. A obra vem contribuir para a visibilidade das redes de solidariedade afrodescendentes, como forma de adesão à luta antirracista no Brasil.

Ação afirmativa em questão: Brasil, Estados Unidos, África do Sul e França
Paiva, Angela R. (org). Rio de Janeiro: Pallas, 2013.

Uma das mais urgentes questões do início do século XXI, as ações afirmativas ocupam lugar de destaque nas mesas de negociação e em pautas políticas, sociais e culturais, de forma a combater mais sistematicamente desigualdades perpetuadas por séculos a fio. AÇÃO AFIRMATIVA EM QUESTÃO é o resultado do seminário “Ação afirmativa em perspectiva comparada”, realizado na PUC-Rio, em junho de 2012. Esse evento teve como motivação a apresentação dos resultados finais da pesquisa Monitoramento e acompanhamento das políticas de ação afirmativa nas universidades públicas brasileiras.

Ação Afirmativa na Universidade: Reflexão Sobre Experiências Concretas Brasil EUA
Paiva, Angela R. (org) - RJ: PUC-Rio, Ed. 2004

Reúne textos de especialistas convidados, professores, pesquisadores, agentes comunitários, jornalistas, apresentados no Fórum sobre educação e cidadania afrodescendente realizado na PUC-Rio em maio de 2003, quando pensadores brasileiros e norte-americanos, de diferente formação e a partir de diferentes perspectivas, debateram algumas das questões mais prementes de nossa realidade atual relacionadas a política de inclusão social e ação afirmativa no campo da educação superior.

Entre dados e fatos: ação afirmativa nas universidades públicas brasileiras
Paiva, Angela R. (org) - Rio de Janeiro: Editora Pallas/PUC-Rio, 2010

O livro traz uma avaliação sistemática das ações afirmativas, que vieram para questionar o sistema público de educação, precário em sua base e elitizado no ensino superior, e trazer a discussão sobre a desigualdade racial nas universidades públicas.

Notícias e reflexôes sobre discriminação racial
Paiva, Angela R. (org) - Rio de Janeiro: Editora Pallas/PUC-Rio, 2008

É comum ouvir dizer que no Brasil já não existe mais racismo, preconceito ou discriminação. Ao mesmo tempo é impossível negar o alargamento das diferenças sociais e econômicas sofridas pela sociedade no decorrer dos séculos. Para entender estas diferenças é necessário voltar ao período de colonização do país, para perceber também, que há através da história a perpetuação da discriminação. A melhor compreensão da forma como são produzidas e reproduzidas as desigualdades raciais é fundamental para a elaboração de políticas públicas eficazes para o seu combate.

Resistência e Inclusão: História, cultura, educação e cidadania afro-descendentes
Fonseca, Denise (org) - RJ: PUC-Rio, Ed 2003

A obra é produto de uma iniciativa de várias entidades e instituições e teve como objetivo promover uma aproximação dos diversos setores ligados à identidade cultural e à História afrodescendente no Brasil e nos Estados Unidos, para propiciar uma avaliação do tratamento atual dos seus legados. Reúne vozes acadêmicas relevantes na construção da História do negro, estando harmonizadas com os discursos de destacadas militâncias de resistência cultural e ativismo pela inclusão social dos afrodescendentes brasileiros.

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